
Interpol foi acionada no caso para evitar que ordens de prisão contra o militante Oswaldo Eustáquio sejam emitidas
A decisão da Justiça da Espanha de recusar o pedido de extradição do jornalista bolsonarista Oswaldo Eustáquio repercutiu diretamente nas relações com o Brasil. Além de encerrar a colaboração com autoridades brasileiras no caso, a Justiça acionou a Interpol, o que levou à suspensão de ordens de prisão baseadas na solicitação rejeitada.
Na última segunda-feira (14/4), três juízes da Audiência Nacional espanhola aprovaram de forma unânime que Eustáquio não cometeu crime segundo as leis espanholas. Segundo os magistrados, o envio do militante de volta ao Brasil implicaria um “risco elevado” de agravamento da sua situação judicial por conta de suas posições políticas.
A análise da corte destacou o “caráter político” das ações imputadas a ele, realizadas em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e em oposição ao atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva.



