
Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, teria participado da aproximação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o relato, Lulinha e o magistrado se aproximaram por intermédio de um advogado amigo de ambos. O presidente teria reconhecido, em conversas com aliados, a participação do filho nessa interlocução. Nos bastidores do Supremo, porém, a aproximação costumava ser atribuída a Jorge Messias.
A relação teria se deteriorado durante o segundo turno presidencial. Conforme o material, Lula passou a demonstrar insatisfação com decisões de Nunes Marques e a acusá-lo de favorecer Flávio Bolsonaro (PL). Essa avaliação é atribuída ao presidente e não constitui comprovação de parcialidade do magistrado.
Entre os episódios mencionados está a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A medida foi noticiada pela imprensa, assim como as discussões sobre as exigências para o funcionamento do canal perante a Justiça Eleitoral.
Ainda de acordo com o relato fornecido, Nunes Marques não negaria, em conversas reservadas, a participação de Lulinha na construção do diálogo. O ministro, entretanto, atribuiria a Wellington Dias, ex-governador do Piauí e integrante do governo federal, o papel principal na aproximação com Lula.
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