A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) e pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com participação de equipes da Polícia Civil da Bahia.

Segundo os investigadores, o grupo é suspeito de integrar uma estrutura criminosa voltada para a comercialização irregular de armamentos e munições, além da utilização de documentos falsificados para conseguir registros destinados a Colecionadores, Atiradores e Caçadores, os chamados CACs.

As apurações também apontam indícios da prática de lavagem de dinheiro e de diferentes tipos de fraude utilizados para dar aparência de legalidade à aquisição de armas que posteriormente poderiam ser desviadas para o mercado ilegal.

Documentos falsos eram usados para obtenção de registros

De acordo com a investigação, integrantes do esquema utilizavam documentação fraudulenta para cumprir artificialmente os requisitos necessários à obtenção de registros e à compra formal de armamentos.

Entre os documentos identificados pelos investigadores estão laudos psicológicos supostamente falsificados, comprovantes de residência adulterados e vínculos profissionais fictícios.

A suspeita é de que esse conjunto de documentos permitia que pessoas obtivessem autorizações e realizassem aquisições dentro do sistema formal, apesar de não atenderem efetivamente às exigências legais.

Ação ocorre em diferentes estados

No estado do Rio de Janeiro, mandados e diligências são cumpridos na Barra da Tijuca, na capital, além de Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti.

As investigações, no entanto, indicam que a estrutura ultrapassava as fronteiras fluminenses. Foram identificadas ramificações na Bahia, Ceará e Rio Grande do Sul, além de outros endereços relacionados aos investigados.

A Operação Mercador busca aprofundar a identificação dos integrantes da organização, esclarecer o caminho percorrido pelas armas e munições e determinar a possível destinação final dos produtos negociados irregularmente.

As investigações continuam.