
O Brasil reúne 255 bilionários em 2026, mas as maiores fortunas do país estão longe de estar distribuídas de maneira uniforme pelo território nacional. Dados divulgados pela Forbes Brasil revelam uma forte concentração de bilionários nas regiões Sudeste e Sul, enquanto algumas áreas do país aparecem com participação significativamente menor.
Segundo o levantamento, o Sudeste concentra 152 dos 255 bilionários brasileiros, o equivalente a 59,6% de todos os nomes da lista. Juntos, eles acumulam aproximadamente R$ 1,258 trilhão, correspondendo a cerca de 67,5% de todo o patrimônio contabilizado pela publicação.
São Paulo tem mais bilionários; Rio lidera em patrimônio
São Paulo aparece como o estado brasileiro com o maior número de representantes: são 95 bilionários, cujas fortunas somam aproximadamente R$ 593 bilhões.
Apesar de possuir menos da metade do número de bilionários paulistas, o Rio de Janeiro supera São Paulo quando considerado o patrimônio acumulado. Os 37 nomes associados ao estado somam cerca de R$ 600,8 bilhões.
Entre os nomes ligados ao Rio estão empresários como Jorge Paulo Lemann, André Esteves, Carlos Alberto Sicupira e integrantes da família Moreira Salles.
Já São Paulo tem como principal representante Eduardo Saverin, cofundador do Facebook e empresário ligado à Meta. Com patrimônio estimado em R$ 162,9 bilhões, Saverin ocupa a liderança entre os bilionários brasileiros em 2026.
Sul aparece em segundo lugar
A Região Sul ocupa a segunda posição em quantidade de grandes fortunas. São 67 bilionários, o equivalente a aproximadamente 26,3% da lista, com patrimônio conjunto calculado em R$ 292,7 bilhões.
Santa Catarina exerce peso relevante nesse resultado. O estado reúne 38 bilionários, dos quais 31 possuem ligação com a WEG, uma das maiores empresas industriais brasileiras.
O Rio Grande do Sul aparece com 21 nomes e o Paraná, com sete, segundo o levantamento da Forbes.
Entre os maiores patrimônios da Região Sul estão Alceu Elias Feldmann, ligado à Fertipar, com fortuna estimada em R$ 19,2 bilhões; Lirio Parisotto, com R$ 14,2 bilhões; e Luciano Hang, fundador da Havan, com cerca de R$ 11,9 bilhões.
Nordeste reúne 21 bilionários
O Nordeste aparece com 21 representantes, correspondendo a 8,2% da lista. As fortunas somadas alcançam aproximadamente R$ 62,3 bilhões.
O empresário Mário Araripe, fundador da Casa dos Ventos, aparece como a maior fortuna nordestina, estimada em aproximadamente R$ 20,3 bilhões.
Também estão entre os representantes da região empresários ligados aos setores de educação, alimentos e varejo, como Ari de Sá Cavalcante Neto, José Janguiê Bezerra Diniz e Flávio Rocha.
Centro-Oeste tem sete representantes
No Centro-Oeste, a Forbes contabilizou sete bilionários, que juntos acumulam patrimônio de aproximadamente R$ 59,2 bilhões.
Grande parte dessa riqueza está concentrada nos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, da JBS. Cada um aparece com fortuna estimada em R$ 21,9 bilhões.
Outros nomes da região estão associados principalmente aos setores farmacêutico, industrial e varejista.
Norte não possui representantes na lista
O maior contraste regional aparece no Norte. Segundo a Forbes, nenhum dos 255 integrantes da lista de bilionários brasileiros de 2026 é natural dos estados da Região Norte.
A publicação considera, para a classificação por estado, o local de nascimento do bilionário, independentemente de onde ele reside atualmente ou de onde estão instaladas suas principais empresas.
Somadas, as regiões Sudeste e Sul concentram 219 dos 255 bilionários, aproximadamente 86% de todos os nomes incluídos no levantamento. As duas regiões também respondem por mais de 83% do patrimônio contabilizado pela Forbes.
Bilionários acumulam R$ 1,86 trilhão
No total, os 255 integrantes da Lista Forbes Bilionários Brasileiros 2026 possuem patrimônio estimado em R$ 1,862 trilhão.
Segundo a publicação, o montante corresponde a aproximadamente 14,6% do Produto Interno Bruto brasileiro de 2025, calculado em R$ 12,739 trilhões.
A edição deste ano também mostrou que 151 bilionários, ou 59,2% do total, aumentaram suas fortunas no período analisado. Outros 77 registraram redução patrimonial, enquanto 27 permaneceram praticamente estáveis.
Como a Forbes calcula as fortunas
Para elaborar o ranking, a Forbes utiliza diferentes fontes públicas sobre os patrimônios. Entre os principais critérios estão as participações em empresas negociadas em Bolsa, avaliadas com base nas cotações de fechamento de 30 de junho de 2026.
A publicação ressalta que os valores podem ser inferiores ao patrimônio real de alguns integrantes, já que determinados bens privados não possuem informações públicas suficientes.
Imóveis, obras de arte, aeronaves e embarcações, por exemplo, geralmente não são contabilizados, a menos que existam dados considerados confiáveis sobre esses ativos. Dependendo da estrutura patrimonial, fortunas pertencentes a irmãos ou outros familiares também podem aparecer de forma conjunta ou individualizada.
Os números mostram um retrato claro da concentração geográfica das grandes fortunas brasileiras: enquanto Sudeste e Sul dominam tanto em quantidade de bilionários quanto em patrimônio acumulado, outras regiões possuem participação bastante menor no grupo dos brasileiros com fortunas superiores a R$ 1 bilhão.



