
A eleição para o Senado Federal promete ser um dos principais embates políticos do Rio de Janeiro em 2026. Neste ano, o eleitor fluminense poderá escolher dois candidatos, já que dois terços das cadeiras do Senado serão renovados. Os dois mais votados no estado serão eleitos para mandatos de oito anos, sem realização de segundo turno.
A lista registrada para a disputa no Rio reúne diferentes correntes políticas e nomes conhecidos do eleitorado. Entre os candidatos estão Benedita da Silva (PT), Carlos Jordy (PL), Carlos Portinho (PL), Marcelo Crivella (Republicanos), Pedro Paulo (PSD), Waguinho (Republicanos), Monica Benicio (PSOL), além de candidatos de outras legendas.
Benedita da Silva aparece na liderança
Um dos nomes mais tradicionais da política fluminense, Benedita da Silva, do PT, chega à disputa com forte reconhecimento eleitoral e aparece numericamente na liderança dos levantamentos mais recentes.
Pesquisa Quaest divulgada em 8 de setembro apontou Benedita com 15% das intenções de voto, seguida por Marcelo Crivella, com 8%. No levantamento Paraná Pesquisas divulgado na mesma data, a petista marcou 30,7%, também ocupando a primeira posição.
Ex-governadora do Rio, ex-senadora, deputada federal e uma das figuras históricas do Partido dos Trabalhadores, Benedita aposta principalmente na identificação com o eleitorado de esquerda e na força política da candidatura presidencial apoiada pelo partido.
Marcelo Crivella tenta retornar ao Senado
Outro nome bastante conhecido é Marcelo Crivella, do Republicanos. Ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-senador, Crivella aparece em segundo lugar nos dois principais levantamentos divulgados no início de setembro.
Na Quaest, registra 8%. No Paraná Pesquisas, aparece com 20,5%, consolidando-se, neste momento, entre os candidatos mais competitivos.
Sua candidatura busca recuperar o espaço que Crivella já ocupou no Senado e conta com uma base eleitoral construída durante décadas, especialmente entre setores religiosos e conservadores.
Pedro Paulo cresce como opção de centro
O deputado federal Pedro Paulo, do PSD, também aparece entre os principais concorrentes. Ligado ao grupo político do prefeito do Rio e candidato ao governo Eduardo Paes, Pedro Paulo tenta utilizar a estrutura e a capilaridade eleitoral da aliança para conquistar uma das vagas.
No levantamento Paraná Pesquisas de 8 de setembro, aparece com 17,8%, ocupando a terceira colocação. Na Quaest registra 6%.
Sua candidatura representa principalmente o campo político de centro e pode se beneficiar do desempenho da chapa majoritária do PSD no estado.
Carlos Jordy disputa espaço no eleitorado conservador
Pelo PL, o deputado federal Carlos Jordy também está entre os nomes mais competitivos.
O parlamentar registra 14,1% no Paraná Pesquisas e 6% na Quaest.
Identificado com a direita e com o bolsonarismo, Jordy procura consolidar o voto conservador no estado e enfrenta, inclusive dentro do próprio campo político, uma disputa direta por espaço com o senador Carlos Portinho.
Carlos Portinho busca a reeleição
Atual senador pelo Rio de Janeiro, Carlos Portinho, também do PL, tenta permanecer no Senado por mais oito anos.
Portinho aparece com 13,3% das intenções de voto no Paraná Pesquisas e 6% na Quaest.
A disputa interna no campo da direita deverá ser um dos pontos mais importantes da eleição fluminense. Como o eleitor pode votar em dois candidatos ao Senado, Jordy e Portinho poderão buscar uma estratégia de voto conjunto entre os eleitores do PL.
Waguinho e Monica Benicio também buscam espaço
O ex-prefeito de Belford Roxo Waguinho, do Republicanos, também aparece entre os candidatos mais conhecidos. No Paraná Pesquisas, registra 8,4%.
Já Monica Benicio, do PSOL, aparece com 6,5% no mesmo levantamento e tenta conquistar espaço principalmente junto ao eleitorado progressista.
Além deles, a disputa possui candidatos como Comandante Ribeiro Afonso, Marcos Dias, Paula Falcão, Helio Secco, Michelly Xavier, Luciano Mattos, Luiz Eugênio, Vinicius Benevides e Ó Clemente. A relação das candidaturas e sua situação jurídica pode sofrer alterações até a eleição.
Cenário ainda apresenta elevado número de indecisos
Apesar da vantagem inicial de alguns candidatos, a disputa permanece aberta.
Na pesquisa Quaest divulgada em 8 de setembro, 24% dos entrevistados ainda estavam indecisos, enquanto 25% indicavam voto branco, nulo ou intenção de não votar. No levantamento espontâneo do Paraná Pesquisas, 78,6% não souberam ou não responderam em quem pretendem votar para o Senado.
Os números mostram que uma parcela significativa do eleitorado ainda poderá mudar completamente o quadro até o primeiro turno.
Duas vagas tornam disputa ainda mais estratégica
Diferentemente da eleição de 2022, quando apenas uma cadeira estava em disputa, em 2026 o eleitor fluminense poderá votar em dois candidatos diferentes para senador.
Isso abre espaço para combinações eleitorais entre nomes de partidos distintos e pode favorecer candidatos capazes de se apresentar como uma segunda opção de voto.
Neste momento, Benedita da Silva, Marcelo Crivella, Pedro Paulo, Carlos Jordy e Carlos Portinho formam o grupo que aparece com maior destaque nas pesquisas, enquanto Waguinho e Monica Benicio tentam reduzir a diferença.
Com duas cadeiras em jogo e grande quantidade de eleitores ainda sem candidatos definidos, a corrida pelo Senado no Rio de Janeiro tende a permanecer aberta até as últimas semanas da campanha.
O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro.



