Materiais eleitorais da candidata a deputada federal Coronel Cláudia (PL-MG) foram danificados na tarde deste domingo (27), nas proximidades do comitê de campanha localizado na Avenida Amazonas, no Centro de Belo Horizonte. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar de Minas Gerais.

De acordo com o boletim policial, aproximadamente 15 bandeiras da campanha foram derrubadas, pisoteadas, rasgadas e queimadas. As hastes utilizadas para sustentar o material também foram quebradas. O episódio foi registrado como inutilização ou alteração de material utilizado em propaganda eleitoral.

Uma testemunha informou aos militares que um grupo numeroso caminhava pela Avenida Amazonas, vindo da região da Praça da Estação, quando parte dos materiais eleitorais expostos na via pública foi danificada. Segundo o relato registrado pela PM, muitas das pessoas presentes vestiam roupas vermelhas.

A candidata declarou à Polícia Militar acreditar que os responsáveis pelo episódio possuíam posicionamento político contrário ao seu. Reportagens publicadas após a ocorrência também mostram adesivos de outros candidatos colados sobre materiais da campanha de Coronel Cláudia. A identidade individual dos responsáveis, porém, não havia sido estabelecida pelas autoridades nas informações divulgadas até o momento.

Câmeras estavam fora de funcionamento

A identificação dos envolvidos poderá ser dificultada porque as câmeras do sistema de videomonitoramento Olho Vivo estavam fora de serviço no momento da ocorrência, conforme informação repassada aos policiais. Por esse motivo, o sistema não teria registrado imagens da ação.

Segundo a Rádio Itatiaia, o caso deverá ser investigado pela 4ª Delegacia de Polícia Civil, e a Polícia Federal também foi acionada. A candidata afirmou que, apesar dos danos e de relatos de ameaças contra apoiadoras que estavam no local, ninguém ficou ferido.

Coronel Cláudia disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PL. Nas eleições municipais de 2024, ela concorreu ao cargo de vice-prefeita de Belo Horizonte na chapa liderada por Bruno Engler (PL), que chegou ao segundo turno da disputa pela prefeitura da capital mineira.

O episódio ocorre em meio à campanha eleitoral de 2026 e reforça a necessidade de que divergências políticas sejam conduzidas dentro dos limites legais, sem destruição de propaganda eleitoral ou violência contra candidatos, equipes e apoiadores.