
Brasília deve enfrentar uma segunda-feira de intensa movimentação política com o retorno de senadores da oposição à capital federal. Mesmo em meio às agendas relacionadas à campanha eleitoral, parlamentares articulam uma ofensiva no Senado para pressionar pela análise dos pedidos de impeachment apresentados contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A principal cobrança será direcionada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, responsável por decidir sobre o andamento das denúncias encaminhadas à Casa contra ministros do Supremo.
Entre integrantes da oposição, cresce a pressão para que ao menos um dos pedidos seja analisado formalmente pelo Senado. Caso Alcolumbre mantenha a decisão de não dar prosseguimento às iniciativas, alguns parlamentares já mencionam a possibilidade de aumentar a ofensiva política contra a própria presidência da Casa.
Nos últimos dias, senadores fizeram declarações públicas defendendo o afastamento de Alexandre de Moraes, seja por meio de um eventual processo de impeachment ou por renúncia ao cargo. O senador Carlos Viana, entre outros nomes da oposição, também já sinalizou que poderá questionar a permanência de Alcolumbre na presidência do Senado caso entenda que os pedidos estejam sendo sistematicamente impedidos de avançar.
A nova mobilização ocorre em um momento de crescente desgaste político envolvendo decisões do Supremo Tribunal Federal e repercussões relacionadas às investigações do caso Banco Master, tema que ampliou a pressão de setores do Congresso por esclarecimentos e maior transparência.
Apesar das articulações, a abertura de um processo de impeachment contra um ministro do STF depende de uma série de etapas regimentais e políticas dentro do Senado, e não há, até o momento, garantia de que qualquer pedido será efetivamente colocado em tramitação.
Ainda assim, a estratégia da oposição é transformar o tema em uma das principais pautas políticas da semana, intensificando discursos, reuniões e manifestações no Congresso Nacional.
O cenário indica que os próximos dias deverão ser marcados por forte embate entre oposição, presidência do Senado e defensores do Supremo.
Com senadores retornando a Brasília, a pressão aumenta e o Congresso entra em uma semana que promete ser de elevada tensão política.


