Macaé afunda no caos da saúde: novas denúncias revelam abandono chocante na maternidade do HPM
A crise na saúde pública de Macaé, no Norte Fluminense, ganha novos e graves capítulos. Moradores voltaram a denunciar o estado de abandono na área da maternidade do Hospital Público Municipal (HPM), que, segundo relatos e imagens enviadas à redação, apresenta condições insalubres, inadequadas e perigosas para gestantes, recém-nascidos e profissionais de saúde.
As denúncias destacam um cenário que foge completamente do mínimo exigido para a assistência ao parto. No setor destinado ao parto normal, falta cama, enquanto banheiros em condições precárias colocam em risco a higiene e a dignidade das pacientes. Há ainda escassez de materiais básicos, como esparadrapo, e falta de berços.
As cortinas que deveriam garantir privacidade às mulheres estão rasgadas e poltronas para acompanhantes encontram-se quebradas. Além disso, moradores relatam a presença de mofo nas paredes e ralos danificados, agravando o risco de infecções e contaminação.
“É um lugar insalubre. As mães estão expostas a riscos e tratadas de forma desumana. A saúde de Macaé pede socorro”, afirma uma moradora.
A situação expõe o contraste entre os discursos oficiais e a realidade enfrentada por quem depende do sistema público. O município, que se destaca pela alta arrecadação graças à indústria do petróleo, convive paradoxalmente com um hospital que deveria ser referência, mas afunda em problemas básicos de estrutura, manutenção e gestão.
As denúncias vêm se acumulando nos últimos meses, enquanto a população cobra respostas e ações concretas. Até o momento, a prefeitura não apresentou um plano emergencial visível para reverter o quadro na maternidade — setor que envolve vidas frágeis e requer atenção máxima.
Enquanto isso, gestantes seguem entrando no HPM com medo, incerteza e a sensação de que foram abandonadas pelo poder público.
A saúde em Macaé vive um colapso silencioso — mas quem sente são os mais vulneráveis.








