Porto de Galinhas, um dos destinos turísticos mais famosos do Nordeste brasileiro, vive um momento de alerta.
O balneário, conhecido internacionalmente por suas piscinas naturais e paisagens paradisíacas, tem sido alvo de uma série de denúncias envolvendo cobranças abusivas, desorganização nas barracas de praia e até agressões contra turistas.
Nos últimos dias, vídeos que circulam nas redes sociais expuseram discussões acaloradas e brigas entre comerciantes e visitantes. As imagens, que rapidamente ganharam repercussão, mostram conflitos motivados principalmente por valores considerados excessivos cobrados por produtos e serviços oferecidos na faixa de areia.
Relatos de turistas apontam que muitos preços não são informados de forma clara ou antecipada. Em diversos casos, os visitantes afirmam que só descobriram o valor real no momento da cobrança, o que gerou revolta, discussões e sensação de constrangimento. Há denúncias de consumação mínima imposta sem aviso prévio, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Além dos preços elevados, frequentadores também reclamam de abordagens insistentes por parte de comerciantes, ocupação desordenada da praia e falta de padronização nas barracas. Esse conjunto de fatores tem contribuído para um ambiente de tensão, distante da experiência de lazer e tranquilidade esperada por quem visita um dos principais cartões-postais de Pernambuco.
Diante do cenário, cresce o questionamento entre moradores e turistas: onde está a fiscalização? A percepção geral é de que a atuação do poder público tem sido insuficiente para coibir práticas abusivas e garantir o cumprimento das normas de defesa do consumidor. A responsabilidade envolve órgãos como a Prefeitura de Ipojuca, o Procon e a Guarda Municipal, que deveriam manter presença constante na orla, especialmente em períodos de alta temporada.
Para especialistas em turismo, a falta de controle e organização pode trazer impactos diretos e duradouros para a economia local. A imagem negativa associada a conflitos, insegurança e abusos tende a afastar visitantes, prejudicando comerciantes que atuam de forma regular e comprometendo a reputação do destino no cenário nacional e internacional.
Enquanto medidas efetivas não são adotadas, turistas seguem cobrando mais fiscalização, transparência nos preços e segurança. O apelo é para que Porto de Galinhas volte a ser reconhecida apenas por suas belezas naturais — e não por denúncias, conflitos e episódios de violência à beira-mar.


