A publicação da exoneração de 206 servidores da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em edição extra do Diário Oficial na noite de terça-feira, provocou intensa movimentação política nos bastidores do Legislativo estadual. Parlamentares, lideranças partidárias e assessores recorreram ao presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL), em uma tentativa coordenada de reverter as demissões.
A pressão política teve impacto imediato. O comando da Alerj já estuda a edição de novos decretos que podem tornar “sem efeito” parte dos desligamentos. A iniciativa estaria amparada no regimento interno, que concede ao presidente prazo de até 30 dias para revisar atos administrativos.
Interlocutores do Legislativo afirmam que a tendência é de uma revisão seletiva, preservando exonerações de caráter técnico, mas recuando em casos que envolvem servidores vinculados diretamente a gabinetes parlamentares ou áreas consideradas estratégicas.
O episódio evidencia a influência da articulação política nas decisões administrativas da Assembleia e reacende o debate sobre o uso da estrutura do Legislativo e o alcance das decisões da Mesa Diretora.


