E agora, Doutora?
Quando a dor vira conteúdo: os riscos jurídicos da exposição em separações conflituosas
Casos públicos envolvendo figuras conhecidas costumam gerar identificação, debates intensos e julgamentos rápidos. O episódio envolvendo Mariana Goldfarb e o cantor MC Daniel é um exemplo disso e também um alerta importante para milhares de mulheres que vivem conflitos semelhantes longe dos holofotes.
Ao relatar experiências de violência psicológica em campanha do Ministério Público do Rio de Janeiro, a modelo trouxe à luz um tipo de agressão muitas vezes invisível, mas profundamente destrutiva. Ainda assim, o Direito de Família faz um recorte essencial: expor a dor não pode colocar em risco a proteção da criança nem comprometer decisões futuras da Justiça.
Quando separações se tornam disputas públicas, a internet frequentemente vira um tribunal informal. O problema é que, no Judiciário, isso costuma funcionar ao contrário: excesso de exposição pode prejudicar acordos, dificultar a comunicação entre os pais e até influenciar decisões sobre guarda e convivência.
Outro ponto sensível é o uso de provas digitais. Mensagens, prints e vídeos podem ajudar, sim. Mas quando usados sem critério ou de forma emocionalmente descontrolada, podem ser questionados ou até gerar consequências negativas para quem publica.
A regra no Direito de Família é clara:
– filho não é instrumento de disputa.
– conflitos adultos não devem ser despejados sobre a criança.
Por isso, especialistas recomendam que, diante de traição, violência psicológica ou rompimentos traumáticos, a prioridade seja:
- buscar orientação jurídica especializada;
- formalizar guarda, convivência e responsabilidades;
- registrar provas com técnica e estratégia;
- evitar transformar o conflito em espetáculo público.
Dor precisa de acolhimento.
Mas segurança jurídica exige método, limites e proteção.
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ADRIANA DE ANDRADE RAMOS BORRACHINI
Graduada pela Universidade Nove de Julho/SP
Especialista em Divórcio, Guarda e Pensão Alimentícia
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