Investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre supostas fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master devem avançar com novos pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as medidas em análise está a solicitação de quebra de sigilo do fundo Maridt, apontado como ligado a familiares do ministro Dias Toffoli.
De acordo com fontes ligadas ao caso, os investigadores buscam aprofundar as apurações para verificar a eventual prática de corrupção passiva. Até o momento, Toffoli não figura como investigado formal no inquérito.
Além da análise do fundo, a Polícia Federal pretende realizar diligências para rastrear a movimentação de recursos atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro. A intenção é esclarecer o destino de valores e apurar possíveis pagamentos mencionados em conversas extraídas de aparelhos celulares apreendidos no curso das investigações.
As informações constam em relatório encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que deverá analisar os pedidos formulados pelos investigadores.
Procurado pela reportagem, o gabinete do ministro Dias Toffoli informou que, até o momento, não houve manifestação oficial sobre o conteúdo do relatório.

