Colômbia teme efeito dominó da ação americana na Venezuela e procura o Brasil

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Bogotá, Colômbia, 17.04.2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, é recebido em cerimônia oficial de chegada à Casa de Nariño, na Praça de Armas, em Bogotá, onde se encontra com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O governo da Colômbia, comandado pelo presidente Gustavo Petro, recorreu a técnicos do Itamaraty para discutir mecanismos de proteção internacional diante do novo cenário geopolítico aberto pela ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela. A movimentação diplomática ocorre em meio a temores de que Washington amplie o alcance de suas operações para além do território venezuelano.

De acordo com a avaliação de um integrante do alto escalão do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a preocupação central é que a ação norte-americana não se restrinja à Venezuela e possa atingir outros países da América do Sul. No caso colombiano, o receio é de eventuais incursões sob a justificativa do combate ao que autoridades dos EUA classificam como “narcoterrorismo”.

Assessores diretos de Gustavo Petro procuraram a diplomacia brasileira em busca de garantias políticas e apoio internacional que afastem qualquer possibilidade de operações militares em solo colombiano. A Colômbia compartilha uma extensa fronteira com a Venezuela e convive historicamente com conflitos armados internos, o que aumenta a sensibilidade do tema.

O assunto também entrou na pauta regional. No domingo (4/1), líderes da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) se reuniram para discutir a captura de Nicolás Maduro e tentar articular uma resposta conjunta. O objetivo declarado foi preservar a estabilidade política e a integridade territorial dos países do continente, mas o encontro terminou sem consenso sobre uma posição comum.

Enquanto isso, o tema avança para o cenário multilateral. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve debater nesta segunda-feira (5/1) os ataques realizados na Venezuela, em uma sessão que promete expor as divergências entre as grandes potências e testar a capacidade da comunidade internacional de conter uma escalada do conflito na região.