
Duas delegadas da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) foram autorizadas a exercer atividades adaptadas por motivos de saúde. Ana Paula Lamego Balbino e Wanessa Santana Martins Vieira receberam ajustamento funcional, procedimento que permite a permanência no trabalho com atribuições compatíveis com as limitações identificadas em avaliação médica.
Ana Paula retomou as atividades em outubro, após 420 dias de afastamento por sucessivas licenças médicas. O ajustamento foi concedido por 90 dias. Ela é esposa do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, ocorrida em Belo Horizonte, em agosto de 2025.
Wanessa recebeu autorização para trabalhar com restrições durante 120 dias, após um período de 210 dias consecutivos de licença médica. A delegada é investigada em um caso envolvendo o marido, flagrado dirigindo uma viatura descaracterizada da corporação.
O ajustamento funcional é destinado a servidores que apresentam limitações físicas ou mentais, mas mantêm condições de exercer atividades profissionais. Conforme o Portal do Servidor de Minas Gerais, a medida depende de avaliação pericial e pode ser temporária ou permanente. Seu objetivo é evitar o agravamento da condição de saúde e favorecer a recuperação do trabalhador.
O advogado e especialista em segurança pública Berlinque Cantelmo citou o afastamento de plantões, operações e porte de arma como exemplos de restrições possíveis para delegadas. Esses exemplos, entretanto, não confirmam quais limitações foram determinadas individualmente para Ana Paula e Wanessa.
O governo estadual informa que são assegurados ao servidor em ajustamento os direitos e vantagens inerentes ao cargo. O retorno às atribuições habituais exige reavaliação pericial, mesmo quando o prazo inicialmente estabelecido já tiver terminado.
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