Entre velhos conhecidos e uma nova aposta: Delegado Felipe Curi surge como opção da direita na disputa pelo governo do Rio

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Em ano eleitoral, o tabuleiro político do Rio de Janeiro começa a ganhar contornos mais definidos — e, ao que tudo indica, a disputa pelo Palácio Guanabara promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos.

Entre os nomes já colocados na corrida estão figuras conhecidas do eleitorado fluminense. De um lado, o prefeito da capital, Eduardo Paes, apontado como o principal representante do centro-esquerda. Do outro, reaparecem nomes que já ocuparam o governo estadual, como Wilson Witzel e Anthony Garotinho, ambos tentando retomar espaço em um cenário político marcado por desgaste institucional e forte polarização.

No entanto, um novo elemento começa a movimentar os bastidores: o delegado e atual secretário de Polícia Civil, Felipe Curi. Embora ainda não tenha confirmado oficialmente sua pré-candidatura, o nome de Curi já circula com força entre lideranças conservadoras e eleitores que defendem uma agenda mais alinhada ao conservadorismo, à segurança pública e ao combate direto ao crime organizado.

A possível entrada de Felipe Curi na disputa representaria mais do que um novo nome; simboliza a tentativa de consolidar um projeto político ancorado na experiência técnica e na atuação operacional. À frente da Secretaria de Polícia Civil, o delegado ganhou visibilidade em operações de grande repercussão, reforçando o discurso de endurecimento contra o crime — tema sensível e prioritário para a população do estado.

Caso confirme a candidatura, Curi poderá atrair o eleitorado de direita que busca uma alternativa fora dos grupos políticos tradicionais. Em um cenário fragmentado, sua presença pode reorganizar alianças, redefinir estratégias e, sobretudo, alterar o equilíbrio de forças na corrida eleitoral.

Enquanto Eduardo Paes aposta no apoio do governo Lula, Witzel e Garotinho tentam resgatar suas bases históricas. Já Felipe Curi surge como uma figura associada à segurança e à ordem, bandeiras que seguem no centro do debate público fluminense.

Com a campanha ainda em fase inicial, uma coisa é certa: o jogo começou. E, no xadrez político do Rio, cada movimento pode ser decisivo para definir quem comandará o estado nos próximos quatro anos.

Por Marcos Soares – Jornalista e Analista Político