A escolha de Belém como sede, defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para evidenciar os impactos climáticos na Amazônia, tem enfrentado críticas recorrentes. Antes mesmo do inicio da cúpula, alertas sobre a capacidade limitada de hospedagem e logística já indicavam riscos á participação de delegações de nações menores.
Durante o evento, protestos diários expuseram fragilidades operacionais do evento, com invasões e manifestações dentro de zonas de seguranças proibidas por ações civis.
Além das questões de proteção, a relatos de problemas estruturais que afetam diretamente os participantes. Temperaturas elevadas, agravadas por sistemas de ar-condicionado inoperante e inexistente, já provocaram casos de mal-estar entre delegados. Chuvas intensas causaram infiltrações no teto e em luminárias, gerando riscos elétricos. Delegados também enfrentam falta de água em sanitários, pavilhões incompletos, filas extensas para a alimentação e um sistema de pagamento que exige cartão pré-pago com reembolso condicionado a documentação.
Países que investiram recursos significativos em pavilhões e escritórios expressam insatisfação com as condições, descritas como abaixo dos padrões acordados (locais insalubres). A ausência de líderes mundiais em números expressivos na semana de abertura reforça as dificuldades logística da capital paraense também.
Vamos entender o porque da ONU exigir a solução imediata do governo na COP30?
A ONU (Organização das Nações Unidas), por meio da(UNFCCC), enviou uma carta ás autoridades brasileiras cobrando elaborações imediata de um plano para corrigir deficiências graves de segurança e infraestrutura no local da COP30, em Belém. O documento, assinado pelo secretário-executivo Simon Stiell e endereçado ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, e ao presidente da COP30, André Corrêa de Lago, aponta violações nos protocolos de proteção e condições precárias que comprometem a realização do evento.
De acordo com o texto, na noite de terça-feira ,11 de Novembro, cerca de 150 manifestantes invadiram o perímetro da conferência, causando danos as instalações e ferimentos a agentes de segurança. As forças responsáveis pela proteção, presentes no local, não intervieram, conforme o relato.
Na manhã seguinte, outros grupos de manifestantes permaneceram em áreas restritas, sem dispersão pela Policia Federal, que segundo Stiell, recebeu orientação do gabinete presidencial para não atuar. O secretário da UNFCCC classificou o episódio como “grave violação da estrutura de segurança estabelecida” e questionou o cumprimento das obrigações do Brasil como país-sede. Entre as vulnerabilidades listadas estão portas sem vigilância, contingente insuficiente de segurança e ausência de garantias de resposta coordenada entre forças federais e estaduais.
Em resposta, a Casa Civil informou que não participou das decisões sobre a atuação das forças de seguranças nos protestos de 11 de Novembro e que todas as demandas da ONU estão sendo atendidas.
Um porta-voz da UNFCCC indicou que ações corretivas estão em curso e que a conferência segue o cronograma, mas o incidente representa um constrangimento para o governo brasileiro em um evento de projeção Global sendo a COP30 e expõe limitações da sede escolhida deste evento.
Keith Carvalho é esportista a mais de 16 anos, Jornalista, Mãe, Capela, Locutora e profissional na área de comunicação sendo para negócios, CEO da Keith Carvalho Comunicação, site: www.comunicacaoke.com.br. Ouça pela rádio MFD de segunda a sexta-feira, o programa Café com Bate-papo no site: www.radiomfd.com das 15h as 16, horário de Brasília.


