Irã, sob comando de Mojtaba Khamenei, ataca Dubai e Abu Dhabi e amplia conflito no Golfo Pérsico

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Sob o comando do aiatolá Mojtaba Khamenei, apontado como novo líder supremo do Irã, Teerã ampliou neste sábado (28) sua ofensiva militar e lançou ataques com mísseis contra os Emirados Árabes Unidos, atingindo áreas estratégicas de Dubai e Abu Dhabi. A ação integra a retaliação em larga escala anunciada pelo regime iraniano após o bombardeio conjunto conduzido por Estados Unidos e Israel contra alvos em território iraniano na madrugada.

Considerado uma figura de influência crescente dentro do regime, Mojtaba mantém laços estreitos com a Islamic Revolutionary Guard Corps (IRGC) e com a milícia Basij, pilares da estrutura de segurança interna e externa do país.

Em Dubai, um dos mísseis atingiu a região de Palm Jumeirah, a icônica ilha artificial em formato de palmeira. O impacto provocou danos significativos ao hotel de luxo Fairmont The Palm, onde vídeos divulgados nas redes sociais mostram partes da estrutura em chamas.

As autoridades locais confirmaram que quatro pessoas ficaram feridas no incidente. A Defesa Civil informou que o incêndio foi controlado após horas de trabalho das equipes de emergência.

O ataque também afetou o funcionamento do Aeroporto Internacional de Dubai (DXB), um dos mais movimentados do mundo. As operações foram suspensas temporariamente devido ao risco no espaço aéreo e à possibilidade de novos lançamentos.

Em Abu Dhabi, o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos confirmou a morte de um cidadão de nacionalidade asiática. Segundo o comunicado oficial, a vítima foi atingida por destroços resultantes da interceptação de mísseis em uma área residencial.

O principal alvo na capital teria sido a Base Aérea de Al Dhafra, instalação estratégica que abriga tropas americanas e equipamentos militares dos Estados Unidos. Autoridades não detalharam o nível de danos à base, mas reforçaram que os sistemas de defesa aérea foram acionados.

Além dos Emirados, o Irã disparou mísseis contra outros países com presença militar americana ou considerados aliados próximos de Washington.

No Catar, explosões foram ouvidas nas proximidades de Doha.
No Bahrein, ataques teriam sido direcionados à sede da 5ª Frota da Marinha dos EUA.
Na Arábia Saudita, explosões foram registradas nos arredores de Riade.

O governo dos Emirados Árabes Unidos classificou a ofensiva como uma “violação flagrante da soberania nacional” e declarou que reserva o direito de responder “no momento e na forma apropriados”.

Analistas internacionais avaliam que a ampliação dos ataques contra países do Golfo representa um novo e perigoso patamar de escalada no Oriente Médio, elevando o risco de um confronto direto e prolongado envolvendo potências regionais e forças ocidentais.

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