Oruam desafia decisão judicial e se recusa a se entregar após nova ordem de prisão

201.7k Visualizações
Tempo de Leitura: 2 Minutos
- ADS -
Ad image

Mesmo diante de uma nova ordem de prisão preventiva, o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, não pretende se apresentar à Justiça. A informação, confirmada por sua defesa nesta quarta-feira (4), escancara um movimento de confronto direto com o Judiciário e levanta questionamentos sobre o respeito às decisões legais por parte do artista.

A prisão foi determinada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar, na última segunda-feira (2), o habeas corpus que mantinha o rapper em liberdade mediante medidas cautelares. Com a decisão, Oruam voltou a ser alvo de mandado de prisão, agora em caráter preventivo — instrumento jurídico reservado a situações consideradas graves ou de risco à ordem pública e ao andamento do processo.

Ainda assim, segundo advogados ouvidos pela imprensa, o artista não deve se entregar “nos próximos dias”, postura que contraria o discurso recorrente de colaboração com a Justiça adotado por figuras públicas em situações semelhantes.

A Polícia Civil já realizou diligências em endereços associados ao rapper, incluindo sua residência na Freguesia, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Sem sucesso nas tentativas de localizá-lo, as autoridades passaram a tratá-lo oficialmente como foragido, condição que agrava sua situação jurídica e pode pesar negativamente em futuras decisões judiciais.

O episódio reforça críticas frequentes ao comportamento de celebridades que, amparadas por visibilidade e recursos financeiros, parecem adotar estratégias de enfrentamento ao sistema judicial — algo distante da realidade da maioria da população brasileira, que enfrenta prisões preventivas sem o mesmo grau de exposição ou poder de articulação.

Enquanto a defesa insiste em recursos jurídicos, a ausência do artista e a recusa em cumprir a ordem judicial ampliam o desgaste de sua imagem pública e colocam em xeque a narrativa de perseguição frequentemente evocada por seus apoiadores. Para o Judiciário, o caso agora avança sob a sombra da fuga — um elemento que dificilmente joga a favor do acusado.