Por: Índira Contreira
Coluna Gazeta Popular
A praia é um dos ambientes onde crianças ficam mais vulneráveis.
Movimento intenso, distração dos adultos e circulação constante de desconhecidos criam um cenário propício para a atuação de pessoas mal-intencionadas.
Ao contrário do que muitos imaginam, abordagens não começam, em regra, com violência.
Frequentemente são feitas de forma aparentemente inofensiva: oferecendo ajuda, dizendo que os pais mandaram buscar, prometendo mostrar algo ou ajudar a encontrar o responsável.
A criança, assustada ou confusa, pode acreditar. Por isso, é essencial orientar desde cedo:
criança não deve ir com desconhecidos, ainda que pareçam educados ou prestativos.
Se se perder, deve procurar apenas bombeiros, salva-vidas ou policiais.
Na praia, o risco se amplia pela facilidade de deslocamento, pela dificuldade de identificar responsáveis e pela existência de várias rotas de saída, como quiosques, ruas e estacionamentos.
A prevenção começa antes do problema:
– identificar a criança com telefone dos responsáveis;
– combinar um ponto fixo de encontro;
– ensinar a pedir ajuda aos profissionais do local;
– manter supervisão constante.
Em qualquer suspeita de desaparecimento, a busca deve ser imediata.
A legislação brasileira determina que não há prazo mínimo para comunicação às autoridades, sendo dever da polícia agir prontamente.
Falar sobre esse risco não é gerar medo, mas consciência.
Quem se aproveita da distração dos adultos conta justamente com o desconhecimento.
Cuidar é também informar.
E proteger crianças é uma responsabilidade de todos.


