
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que o atraso de aproximadamente 50 minutos registrado na atualização do painel de resultados do primeiro turno das eleições ocorreu em razão de um congestionamento no fluxo de dados recebido pelos sistemas da Justiça Eleitoral.
Segundo o ministro, a equipe técnica do tribunal constatou que o volume de informações processadas naquele momento ficou acima do padrão habitual. Apesar da demora na atualização dos números disponibilizados ao público, Nunes Marques declarou que não foi identificado problema que comprometesse o processamento dos votos.
“O que a nossa TI constatou foi um fluxo superior ao normal. E esse congestionamento gera um atraso. E para que permitamos que esse fluxo se desfaça, há necessidade de se isolar os outros sistemas, permitir o fluxo de dados e depois religar todo o sistema. Foi o que ocorreu”, explicou o presidente do TSE.
Sistemas foram temporariamente isolados
De acordo com Nunes Marques, diante do elevado volume de informações, a área de tecnologia precisou adotar medidas técnicas para normalizar o tráfego de dados.
Parte dos demais sistemas foi temporariamente isolada para ampliar a capacidade de processamento das informações eleitorais. Após a normalização do fluxo, os serviços foram novamente conectados à estrutura tecnológica do tribunal.
A votação foi encerrada às 17h, pelo horário de Brasília. A partir desse momento, os resultados registrados nas urnas eletrônicas começaram a ser transmitidos à Justiça Eleitoral.
Os dados enviados pelos equipamentos são reunidos pelo sistema de totalização, responsável por calcular os votos recebidos por cada candidato e disponibilizar a evolução da apuração ao público.
TSE diz que primeiro turno ocorreu sem intercorrências graves
Apesar do atraso observado na divulgação dos números, o presidente do tribunal avaliou que a votação transcorreu sem ocorrências consideradas graves capazes de afetar o processo eleitoral.
Nunes Marques afirmou ainda que o TSE deverá trabalhar para garantir que o segundo turno das eleições seja realizado dentro do mesmo padrão de segurança e funcionamento observado durante a primeira etapa da votação.
Segundo o ministro, a expectativa da Justiça Eleitoral é que o próximo turno ocorra com “tranquilidade e normalidade”.
O episódio envolvendo a demora na atualização do painel, no entanto, deverá manter sob atenção o funcionamento da infraestrutura tecnológica do TSE, especialmente diante da expectativa de novo elevado volume de transmissão de dados durante o segundo turno.



