
Um tribunal paralelo dentro do STF usado para perseguir pessoas com opiniões diferentes. Esta foi a estrutura montada por Alexandre de Moraes, que embasou diversas condenações dos envolvidos do Oito de Janeiro. O episódio foi revelado na reportagem que ficou conhecida como “Vaza Toga 2” e os detalhes foram expostos hoje em audiência da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado, na Câmara dos Deputados.
O jornalista americano Michael Shellenberger, responsável pela divulgação da matéria no site “Civilization Works”, diz que a farsa de Moraes ficou insustentável. Segundo ele, já não é mais possível para a Corte esconder as violações ao processo legal e as arbitrariedades praticadas, pois já extrapolaram as fronteiras do Brasil.
Este será o ponto de partida do programa Última Análise desta quarta-feira (07). O programa conta hoje com a participação do professor da FGV Daniel Vargas, do jurista André Marsiglia e do escritor Francisco Escorsim.
Um “tribunal chinês” dentro do STF
O programa vai detalhar como operava a perseguição de Moraes, por meio de certidões que embasavam condenações e ordens emitidas por grupos de Whatsapp. Funcionários foram recrutados para montar uma espécie de unidade informal de inteligência e o objetivo era vasculhar a presença on-line dos brasileiros detidos nos acampamentos, de forma que seus destinos eram decididos com base nessas publicações.
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