Jornalistas são detidos durante cerimônia na Assembleia Nacional da Venezuela

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CARACAS, VENEZUELA - JANUARY 05: Venezuelans gather outside the Palacio Federal during the inaugural session for the 2026-2031 Legislative Constitutional Period at Palacio Federal Legislativo on January 05, 2026 in Caracas, Venezuela. Two days after Nicolas Maduro and his wife, Cilia Flores, were captured in Caracas by the US forces the National Assembly confirmed Vice President Delcy Rodriguez as Acting President. (Photo by Jesus Vargas/Getty Images)

Ao menos sete jornalistas foram detidos por forças de segurança ligadas ao governo chavista nas imediações da Assembleia Nacional da Venezuela, nesta segunda-feira (5/1). A informação foi divulgada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP) e confirmada por fontes locais em Caracas, que pediram anonimato por temor de represálias.

Segundo a entidade sindical, três dos profissionais já foram liberados, enquanto os demais permanecem sob custódia das autoridades. As detenções ocorreram durante a cerimônia de posse de Delcy Rodríguez, vice de Nicolás Maduro, que assumiu interinamente o comando do país após a captura do presidente.

Em nota oficial, o SNTP afirmou que os jornalistas teriam sido presos sob a justificativa de descumprimento de uma determinação que proibia transmissões ao vivo, gravações ou registros fotográficos da sessão inaugural da Assembleia Nacional e do ato de posse. A medida, de acordo com o sindicato, restringiu severamente o trabalho da imprensa no local.

Até o fechamento desta reportagem, o governo venezuelano não havia se manifestado publicamente sobre o episódio, nem esclarecido os fundamentos legais das detenções.

Mais cedo, o SNTP voltou a denunciar o que classifica como uma escalada de repressão contra a liberdade de imprensa no país. Em comunicado, a entidade exigiu a libertação imediata de 23 jornalistas e trabalhadores da comunicação presos “de forma arbitrária”, além do desbloqueio de mais de 60 veículos de mídia que estariam censurados na internet por ordem do governo nos últimos anos. O sindicato também cobrou garantias mínimas de segurança e liberdade para o exercício da atividade jornalística na Venezuela.

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