Janaína Monteiro: quando fé, família e propósito constroem uma advogada que transforma histórias

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 Tem pessoas que a gente apresenta pelo currículo.

E tem pessoas que a gente apresenta pela essência.

Hoje eu escolho falar da essência da Janaína Monteiro.

Aos 39 anos, casada, mãe de dois filhos, cristã, natural da Paraíba e morando há cerca de 30 anos em Silva Jardim (RJ), Janaína carrega uma história que começa muito antes da carteira da OAB.

Filha de nordestinos que vieram para o Rio de Janeiro em busca de oportunidades, cresceu em um ambiente onde trabalho não era discurso — era prática diária. Pai pedreiro. Mãe servidora pública municipal. Referências de dignidade, esforço e responsabilidade.

Filha de pais separados, ela faz questão de reconhecer o padrasto como uma figura essencial na sua formação. E isso me chama atenção. Porque quando alguém honra suas raízes, mostra maturidade emocional. Mostra caráter.

O sonho que não foi abandonado

Aos 17 anos, Janaína iniciou a graduação em Administração de Empresas e concluiu aos 21. Mas o sonho de ser advogada nunca saiu do coração.

Aos 28 anos, já casada e mãe de uma menina de quatro anos, decidiu começar o curso de Direito. E aqui é onde eu faço questão de enaltecer essa trajetória.

Ela saía todos os dias de Silva Jardim por volta das 16h para estudar em Niterói. Cerca de 160 quilômetros entre ida e volta. Voltava próximo da meia-noite. Rotina intensa. Cansaço real. Casa, filha, responsabilidades.

Mas ela não estava sozinha.

Teve uma rede de apoio sólida. O apoio do esposo foi essencial — sempre incentivando, sustentando o sonho, acreditando junto. E, segundo ela mesma reconhece, foi Deus quem guiou cada passo e deu forças para concluir essa etapa.

Isso não é detalhe. Isso é estrutura emocional e espiritual.

No quinto período já iniciou estágio em escritório de advocacia, experiência que fortaleceu sua prática. Depois veio a aprovação na OAB e o início oficial da atuação profissional.

Direito das Famílias: escolha com propósito

Desde a faculdade, ela se identificou com o Direito das Famílias. Seu TCC foi sobre guarda compartilhada como instrumento eficaz no combate à alienação parental. Ou seja, desde cedo o olhar dela já estava voltado para proteção de vínculos e equilíbrio familiar.

Hoje, há seis anos com escritório próprio, atua nas áreas de Direito das Famílias, Consumidor e Cível, sempre buscando aprimoramento constante.

Mas existe algo que eu admiro profundamente na Janaína.

Quando a atuação vira causa

Ela integra um centro especializado no atendimento a mulheres em situação de violência doméstica. O que começou de forma circunstancial se transformou em vocação.

E não é sobre discurso. É sobre vivência.

Acompanhar mulheres em momentos de vulnerabilidade exige preparo técnico, equilíbrio emocional e responsabilidade. Exige firmeza sem perder humanidade.

Ela costuma dizer que muitas mulheres permanecem em situações de violência por desconhecerem seus direitos. E quando a informação chega, algo muda. Começa o processo de fortalecimento.

Eu acredito muito nisso: informação gera consciência. Consciência gera libertação.

Para Janaína, uma das maiores recompensas da profissão é ver mulheres conscientes, fortalecidas, amparadas pela orientação jurídica responsável e humanizada.

E isso diz muito sobre quem ela é.

Por que eu faço questão de falar dela

Porque em um mundo onde muita coisa virou aparência, encontrar uma profissional que construiu tudo com base em trabalho, fé, apoio familiar e propósito real merece reconhecimento.

Janaína é daquelas pessoas que você sente segurança em ter ao lado.

Não pelo marketing.

Mas pela trajetória.

Pela coerência.

Pela postura.

E isso, para mim, tem valor.

Atuação: Silva Jardim (RJ)

Direito das Famílias, Consumidor e Cível

Instagram: @janainamonteiroadv

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