Reportagens publicadas nesta segunda-feira (6) indicam uma significativa ampliação no patrimônio imobiliário da família do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, nos últimos anos. As informações têm como base levantamento realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo, a partir de registros de cartório.
De acordo com os dados divulgados, o ministro e sua esposa teriam adquirido, à vista, cerca de R$ 23,4 milhões em imóveis entre 2021 e 2025, com propriedades localizadas em Brasília e São Paulo.
A apuração, repercutida pela CNN Brasil, aponta ainda que o patrimônio imobiliário da família teria evoluído de aproximadamente R$ 8,6 milhões, em 2017, para cerca de R$ 31,5 milhões atualmente, totalizando 17 imóveis. Parte relevante dessas aquisições, segundo as reportagens, teria sido realizada por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, sociedade associada à esposa e aos filhos do ministro.
Até o momento da publicação das matérias, não havia manifestação pública de Alexandre de Moraes, de sua esposa ou da empresa citada sobre os dados apresentados.
A repercussão do caso ocorre em meio a um cenário de elevada sensibilidade política e institucional. Especialistas destacam que, diante da relevância do cargo ocupado pelo ministro, situações que envolvem evolução patrimonial tendem a ampliar a demanda por esclarecimentos. Ainda que não haja indicação de irregularidades nas reportagens, o episódio reforça o debate sobre transparência e prestação de contas por parte de autoridades públicas em posições de destaque.


