A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro realizou, na manhã desta quarta-feira (20), uma grande ofensiva contra uma organização criminosa suspeita de atuar em um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, fraudes bancárias e clonagem de cartões. Batizada de “Operação Tarja Oculta”, a ação mira integrantes de uma rede que teria movimentado cerca de R$ 338 milhões em transações consideradas suspeitas ao longo de cinco anos.
As investigações são conduzidas pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, que cumpriu 39 mandados de busca e apreensão em diferentes pontos das zonas Norte e Oeste da capital fluminense.
Durante as diligências, os agentes apreenderam uma elevada quantia em dinheiro vivo, além de documentos, aparelhos eletrônicos e materiais que podem reforçar as suspeitas sobre o funcionamento da organização. O valor total recolhido ainda está sendo contabilizado pelas autoridades.
Segundo os investigadores, o grupo operava com uma estrutura altamente articulada, utilizando empresas fictícias, contas bancárias de terceiros e movimentações financeiras pulverizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos. A polícia aponta que o dinheiro teria sido obtido por meio de golpes envolvendo clonagem de cartões bancários e outras fraudes eletrônicas.
As apurações tiveram início em 2022, após alertas emitidos por uma instituição financeira que identificou movimentações incompatíveis com o perfil econômico dos envolvidos. Entre os episódios que chamaram a atenção das autoridades está uma tentativa de saque de aproximadamente R$ 1 milhão em espécie.
De acordo com a investigação, o esquema criminoso era dividido em diferentes núcleos operacionais, responsáveis por funções específicas dentro da engrenagem financeira. Relatórios de inteligência apontaram incompatibilidade entre a renda declarada pelos suspeitos e o volume milionário movimentado nas contas monitoradas.
A operação mobilizou equipes especializadas da Polícia Civil e segue em andamento. Os materiais apreendidos serão analisados para aprofundar as investigações e identificar possíveis novos envolvidos no esquema criminoso.


