O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, publicou nesta sexta-feira (08) uma série de decretos promovendo alterações estratégicas em órgãos considerados centrais para a administração estadual. As mudanças atingem diretamente o Detran-RJ, o Rioprevidência, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e setores ligados ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
A principal alteração ocorreu no comando do Detran-RJ. O então presidente da autarquia, Rodrigo Dias Coelho, deixou o cargo após exoneração a pedido. Para substituí-lo, o governo nomeou Carlos Eduardo Sarmento da Costa, que até então exercia a função de assessor-chefe do órgão e possui trajetória na área de segurança pública, tendo sido ex-comandante do Bope.
Nos bastidores do Palácio Guanabara, a troca é vista como parte de um movimento de reorganização administrativa promovido pelo governo interino, em meio a ajustes políticos e técnicos na estrutura estadual.
Outra área atingida pelas mudanças foi o Rioprevidência. O Diário Oficial trouxe uma série de substituições em cargos de gestão, incluindo chefia de gabinete e gerências estratégicas do fundo responsável pela previdência dos servidores estaduais. As mudanças indicam uma reformulação interna na estrutura administrativa do órgão.
No Gabinete de Segurança Institucional, o governo também oficializou a nomeação de Wellington Teixeira Bezerra para o cargo de subsecretário adjunto da Subsecretaria Executiva do GSI. A vaga foi criada após decreto de transformação de cargos publicado pelo Executivo estadual.
Exoneração em massa no Inea
Chamou atenção ainda a ampla reformulação promovida no Instituto Estadual do Ambiente. O governo estadual exonerou, de uma só vez, superintendentes regionais de diferentes áreas do estado.
Foram destituídos os responsáveis pelas regionais da Baía da Ilha Grande, Médio Paraíba do Sul, Piabanha, Baía de Guanabara, Lagos de São João, Dois Rios e Macaé/Rio das Ostras.
Até o fechamento desta matéria, os nomes dos substitutos para os cargos regionais do Inea ainda não haviam sido divulgados no mesmo conjunto de decretos publicados pelo governo estadual.
As mudanças ocorrem em um momento de reorganização administrativa no Executivo fluminense e devem provocar impactos diretos na condução de áreas consideradas sensíveis, como trânsito, previdência, meio ambiente e segurança institucional.


