Vacinação em Bambuí aplica água destilada por engano em 42 pacientes; servidores são desligados

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Pelo menos 42 moradores que buscavam a vacina contra a gripe acabaram recebendo, por engano, aplicação de água destilada durante uma ação de imunização realizada no município do Centro-Oeste mineiro. O caso foi confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde na quinta-feira (7) e resultou no desligamento de duas técnicas de enfermagem e de uma responsável técnica envolvidas no procedimento.

Segundo a prefeitura, os pacientes não correm riscos à saúde, já que a água destilada não contém substâncias tóxicas e é frequentemente utilizada em procedimentos hospitalares para diluição de medicamentos e vacinas. Apesar disso, os moradores afetados precisarão receber novamente a dose correta do imunizante contra a influenza, que será aplicada em domicílio pelas equipes da rede municipal.

O episódio ocorreu na última segunda-feira (4), na Unidade Básica de Saúde Aparecida nos Açudes, durante uma campanha de busca ativa promovida pela equipe da UBS Padre Rafael de Paulo Lopes, no bairro Açudes. A iniciativa tinha como objetivo vacinar pessoas com dificuldades de locomoção.

De acordo com informações divulgadas pela administração municipal, os profissionais responsáveis relataram ter confundido os frascos da vacina contra a gripe com recipientes contendo água destilada. Assim que identificaram a falha, o caso foi comunicado imediatamente à Secretaria Municipal de Saúde.

Em nota oficial, a prefeitura classificou o episódio como um “erro técnico” e informou que todos os pacientes estão sendo monitorados pelas equipes de saúde do município. As idades das pessoas atingidas não foram divulgadas.

A administração municipal também anunciou a adoção de medidas internas para evitar novos episódios semelhantes. Entre as ações previstas estão o reforço na supervisão das equipes e a ampliação dos protocolos de conferência e armazenamento de vacinas durante as campanhas de imunização.

O caso reacende o debate sobre a necessidade de maior rigor nos processos de controle e segurança em ações de vacinação, especialmente em campanhas itinerantes e atendimentos domiciliares realizados fora das unidades tradicionais de saúde.

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