Desaprovação ao governo Luiz Inácio Lula da Silva avança e percepção econômica negativa persiste, aponta Genial/Quaest

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Luiz Inacio Lula da Silva, Brazil's president, during a joint press conference with Rodrigo Paz, Bolivia's president, not pictured, at Planalto Palace in Brasilia, Brazil, on Monday, March 16, 2026. The Brazil-Bolivia gas pipeline could be used for broader integration of the Southern Cone's gas markets, President Luiz Inacio Lula da Silva said after signing agreements with Bolivia's Rodrigo Paz in Brasilia. Photographer: Ton Molina/Bloomberg via Getty Images

A mais recente pesquisa divulgada pelo instituto Genial/Quaest nesta quarta-feira (15) indica que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda enfrenta dificuldades para reverter a deterioração na percepção do eleitorado brasileiro.

Os dados mostram avanço na desaprovação, que subiu de 49% no início do ano para 52%, enquanto a aprovação recuou de 47% para 43%. O movimento consolida um cenário de desgaste político e aponta para a persistência de avaliações negativas.

De acordo com o diretor do instituto, Felipe Nunes, o ambiente geral segue desfavorável. A percepção predominante entre os entrevistados é de que as notícias sobre o governo são mais negativas do que positivas, em uma proporção de 48% contra 23%. Esse desequilíbrio contribui para sustentar uma avaliação crítica, mesmo sem mudanças significativas em indicadores objetivos.

A economia permanece como fator central na formação dessa percepção. O percentual de brasileiros que avaliam que a situação econômica piorou passou de 48% para 50%, enquanto apenas 21% afirmam ter observado melhora no último ano. Segundo Nunes, esse cenário reflete uma sensação generalizada de perda do poder de compra.

O aumento dos preços dos alimentos aparece como principal vetor dessa percepção. Em apenas um mês, a parcela de entrevistados que relatam alta nos preços saltou de 59% para 72%, evidenciando impacto direto no orçamento das famílias.

Além disso, o nível de endividamento também exerce pressão sobre a avaliação do governo. O número de brasileiros que afirmam ter dívidas — sejam elas moderadas ou elevadas — cresceu de 65% para 72% desde março do ano passado, ampliando a sensação de restrição financeira.

Medidas recentes adotadas pelo governo ainda não produziram efeitos perceptíveis para a maioria da população. A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, por exemplo, alcança cerca de 31% dos brasileiros, mas apenas 17% relatam impacto concreto na renda. O dado sugere que, até o momento, o alcance das políticas não tem se traduzido em melhora significativa na percepção econômica do eleitorado.

 

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