O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha anunciou, por meio das redes sociais, sua candidatura à Câmara Federal por Minas Gerais. Em publicação no Instagram, Cunha afirmou que o estado representa uma “síntese do Brasil”, destacando sua diversidade regional e a proximidade geográfica com outras unidades da federação.
“[Em Minas Gerais] você está perto de Goiás, Bahia, Mato Grosso (do Sul), São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. A gente tem as características do Nordeste na Região Norte, as características de São Paulo na Região Sul. A gente tem tantas diferenças, que o que acontece em Minas acontece no Brasil”, declarou.
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo. Ao comentar o cenário político estadual, Cunha citou o resultado das eleições presidenciais de 2022, quando Lula (PT) venceu Jair Bolsonaro (PL) no estado por uma margem considerada apertada.
“Minas tem um papel muito maior do que exerce hoje. É o segundo colégio eleitoral do Brasil. Foi muito aviltada, sabemos disso. O que aconteceu com o governo do (Fernando) Pimentel (PT, 2015 a 2018) foi um desastre”, afirmou.
Eduardo Cunha foi condenado em março de 2017 pelo então juiz federal Sérgio Moro, no âmbito da Operação Lava Jato, pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas. A sentença fixou a pena em 15 anos e quatro meses de prisão, em razão do recebimento de propina relacionada à compra do campo petrolífero de Benin, na África, pela Petrobras, em 2011.
Na decisão, Moro destacou que “entre os crimes de corrupção, de lavagem e de evasão fraudulenta de divisas, há concurso material”, o que justificou a soma das penas, além da aplicação de multas.
Em 2023, entretanto, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou uma das condenações impostas a Cunha no âmbito da Lava Jato. Por maioria, os ministros entenderam que a Justiça Federal de Curitiba não tinha competência para julgar o caso, determinando o envio do processo à Justiça Eleitoral, sob o argumento de que crimes com indícios eleitorais devem ser analisados por essa esfera do Judiciário.




