E agora, Doutora?
Pesquisa revela: Janeiro, o mês do divórcio: mulheres estão perdendo o medo e tomando as rédeas da própria vida
O início do ano sempre traz aquela energia de recomeço, de virar a página. Mas janeiro de 2026 trouxe um fenômeno que chamou atenção: o mês foi marcado por um aumento expressivo nos pedidos de divórcio, especialmente por iniciativa feminina. E sabe o que isso revela? Que as mulheres estão cada vez mais empoderadas pelo conhecimento e dispostas a transformar suas vidas.
Não é à toa que janeiro virou o “mês do divórcio”. Depois das festas de fim de ano, daquele convívio intenso com a família, muita gente para pra pensar: “É isso que eu quero pra minha vida?”.
Mas tem mais: são semanas de brigas escondidas, de mulheres filtrando cada desentendimento para que os filhos e a família não tenham conhecimento, para não estragar as festas. Elas engolem o desconforto, fingem que está tudo bem na frente de todo mundo, choram sozinhas no banheiro ou quando ninguém está olhando. E quando janeiro chega, depois de tanto segurar, vem aquela clareza: não dá mais. E as mulheres, em especial, estão respondendo com uma coragem que impressiona.
O que a gente vê hoje é uma geração de mulheres que está buscando autoconhecimento como nunca antes. Elas estão indo pra terapia, lendo, estudando, conversando entre si, trocando experiências. E quanto mais se conhecem, mais percebem que merecem relações saudáveis, respeito, parceria de verdade. Não dá mais pra aceitar migalhas de afeto ou viver num relacionamento que sufoca. Não dá mais para viver ao lado de um companheiro “doente”, que não quer buscar cura e desconta tudo nela, cheio de desculpas das suas insatisfações. A mulher percebe que não pode ser o saco de pancadas emocional de alguém que se recusa a cuidar da própria saúde mental.
Esse empoderamento vem muito do acesso à informação. Hoje, uma mulher consegue pesquisar sobre relações tóxicas, dependência emocional, divisão de tarefas domésticas, saúde mental, seus direitos. Ela entende que não precisa carregar o mundo nas costas sozinha, que não tem que ser a única responsável por manter um casamento de pé. Ela descobre que existem leis que a protegem, que existem recursos disponíveis, que ela tem poder de escolha.
E o mais importante: elas estão perdendo o medo. O medo do julgamento, de ficar sozinha, de não conseguir se sustentar, de decepcionar a família. Claro que ainda existe receio, mas a vontade de ser feliz está falando mais alto. Mulheres estão escolhendo a própria paz mental em vez de manter as aparências.
Tem quem olhe pra esse movimento e fique escandalizado, achando que é falta de compromisso ou que as pessoas desistem fácil demais. Mas não é sobre desistir. É sobre ter coragem de admitir quando algo não funciona mais, quando você cresceu e o relacionamento não acompanhou esse crescimento.
Durante muito tempo, mandaram a mulher tolerar desrespeito para “preservar o casamento”. Mas a própria Bíblia ensina: “Maridos, amai vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja” (Efésios 5:25). Onde há humilhação, não há amor cristão. A mulher está aprendendo que não precisa se sacrificar num altar de sofrimento em nome de uma instituição que deveria ser baseada em amor e respeito mútuo.
Janeiro virou símbolo desse recomeço porque representa exatamente isso: um novo ciclo, uma nova chance. E cada vez mais mulheres estão aproveitando esse simbolismo pra fazer mudanças reais nas suas vidas.
O que a gente precisa entender é que divórcio nem sempre é tragédia. Às vezes, é libertação. É a mulher dizendo: “Eu mereço mais. Eu mereço ser feliz. Eu mereço um amor que me faça crescer, não que me diminua”.
Esse movimento todo mostra uma coisa linda: mulheres se apoiando, compartilhando histórias, dividindo estratégias, encorajando umas às outras. É uma rede de suporte que vai além da família tradicional. São amigas, grupos online, terapeutas, advogadas especializadas. É uma estrutura que diz: você não está sozinha nessa.
No fim das contas, janeiro ser o mês do divórcio talvez seja apenas o reflexo de uma sociedade que está, aos poucos, permitindo que as mulheres sejam donas das próprias histórias. Que elas possam escolher, mudar de ideia, recomeçar quantas vezes for necessário.
E isso, longe de ser um problema, é um avanço. É sinal de que estamos evoluindo, de que as mulheres estão ocupando o lugar que sempre foi delas: o de protagonistas da própria vida.
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ADRIANA DE ANDRADE RAMOS BORRACHINI
Graduada pela Universidade Nove de Julho/SP
Especialista em Divórcio, Guarda e Pensão Alimentícia
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