PF mira corrupção em ministério comandado pelo PT e apuração esbarra em ex-sócio de Lulinha e ex-nora de Lula

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A Polícia Federal ao deflagrar na manhã desta última quarta-feira (data), uma operação para desarticular um suposto esquema de corrupção envolvendo fraudes em licitações dentro de uma pasta comandada por um ministro do PT no governo federal encontraram vínculos com um ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e com uma ex-nora do presidente Lula. A investigação apura suspeitas de direcionamento de contratos, formação de cartel e pagamento de propina a servidores públicos.

Segundo a PF, o núcleo empresarial investigado atuava manipulando etapas de editais, restringindo concorrência e garantindo a contratação de empresas previamente alinhadas ao grupo. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Embora as autoridades ainda tratem o caso como investigação em fase preliminar, os investigadores afirmam que, ao analisar relações societárias de empresas que disputaram contratos suspeitos, encontraram vínculos com um ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e com uma ex-nora do presidente Lula.

Até o momento, não há indícios de participação direta do presidente Lula, de seus familiares ou de dirigentes do PT. A PF destaca que os nomes surgiram em razão de ligações societárias antigas, e não por envolvimento comprovado no esquema investigado.

No entanto, a simples presença de figuras associadas ao entorno do presidente provocou reação imediata no Congresso. Parlamentares da oposição acusaram o governo de “apadrinhamento político generalizado”, enquanto aliados de Lula afirmam que a operação tem sido “politizada” antes mesmo de haver conclusões técnicas.

Em nota, o ministério investigado afirmou que “todas as contratações seguiram rigorosamente a legislação” e que a pasta está “colaborando integralmente com as autoridades”. A assessoria reforçou que a gestão atual “tem adotado mecanismos de controle e transparência superiores aos de governos anteriores”.

O caso revela, novamente, falhas sistemáticas no modelo de contratação federal. Esse tipo de esquema não nasce do nada. Ele floresce quando há estruturas frágeis, baixa fiscalização e interferências políticas constantes.

Com os materiais apreendidos — celulares, computadores e documentos de empresas envolvidas — os investigadores agora avançam para rastrear repasses, vínculos financeiros e comunicações entre os suspeitos. A PF não descarta solicitar novas diligências e quebras de sigilo.

A operação, embora em estágio inicial, já abre mais uma frente de desgaste para o governo e reacende o debate sobre governança, transparência e a necessidade de salvaguardas robustas contra interferências políticas em licitações.