Confiança nas urnas eletrônicas divide o país: 53% dizem acreditar no sistema, aponta Genial/Quaest

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A confiança dos brasileiros no sistema eletrônico de votação segue majoritária, mas longe de ser consenso. Levantamento Genial/Quaest mostra que 53% da população concorda com a afirmação “As urnas eletrônicas são confiáveis”. Por outro lado, 43% discordam da declaração, enquanto 1% afirma não concordar nem discordar. Outros 3% não souberam ou preferiram não responder.

Os números indicam que, embora a maioria ainda acredite na segurança do modelo adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a desconfiança permanece elevada e mantém o debate público aceso — especialmente em um cenário de forte polarização política.

Diferenças regionais

O levantamento revela variações importantes entre as regiões do país. O Nordeste concentra o maior índice de confiança nas urnas eletrônicas: 59% dos entrevistados na região concordam que o sistema é confiável, enquanto 37% discordam.

No Sudeste, 54% manifestaram confiança, contra 42% que disseram não acreditar na segurança das urnas. Já no Sul há empate técnico: 48% concordam com a confiabilidade do sistema e outros 48% discordam.

No Centro-Oeste e no Norte, a desconfiança aparece ligeiramente à frente. Nessas regiões, 47% acreditam que as urnas são confiáveis, enquanto 48% discordam da afirmação.

Recorte religioso

A pesquisa também identificou diferenças relevantes quando analisado o perfil religioso dos entrevistados. Entre os católicos, 57% afirmaram confiar nas urnas eletrônicas, enquanto 39% demonstraram desconfiança.

Entre os evangélicos, o cenário se inverte: 44% disseram confiar no sistema, enquanto 52% declararam não acreditar na confiabilidade das urnas.

Debate contínuo

O sistema eletrônico de votação é utilizado no Brasil desde 1996 e é administrado pelo TSE, que defende a segurança do modelo com base em camadas de auditoria, testes públicos e acompanhamento por partidos e instituições.

Ainda assim, o tema permanece como um dos principais pontos de tensão no debate político nacional, especialmente em períodos eleitorais, quando a confiança nas instituições é colocada no centro das discussões públicas.

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