Especialistas apontam que ameaças de invasão e pressão política dos EUA podem beneficiar direita latino-americana.

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Foto: Oficial de Washington D.C
Official portrait of President Donald J. Trump, (Official White House photo by Shealah Craighead)

Especialistas apontam que ameaças de invasão e pressão política dos EUA podem beneficiar direita latino-americana.

Escrito por:Keith Carvalho

Entre maio e junho de 2026, um levante popular liderado por movimentos sociais, sindicais e indígenas tomou as ruas da Bolívia contra o governo de direita de Rodrigo Paz Pereira. Eles protestam contra a agenda econômica do presidente, um amplo pacote de medidas liberais que intensificou a crise econômica. Entre as reivindicações, os manifestantes exigem o fim de cortes e privatizações, combustíveis de melhor qualidade e aumentos salariais. Em meio à pressão das ruas – que fez o governo recuar e até revogar uma lei perigosa para pequenos proprietários rurais – uma declaração de fora das fronteiras chamou a atenção. A milhares de quilômetros de La Paz, o governo de Donald Trump mandou um recado não solicitado: “Os EUA apoiam de forma inequívoca o governo da Bolívia”. Segundo especialistas ouvidos pela Gazeta Popular, o histórico recente de intervenção direta e indireta da Casa Branca na política latino-americana acende uma série de alertas para o Brasil a meses de suas eleições presidenciais – mas os riscos vão além.

O Brasil corre risco de algo semelhante? 

Para os pesquisadores ouvidos pela Gazeta Popular, é preciso cautela. “O Brasil tem uma relação muito diferente com Washington atualmente. Na América Central, o paradigma de intervenção norte-americano é outro, vendo a região como um ‘quintal’. Também não somos um inimigo tão direto quanto a Venezuela e não somos tão estratégicos quanto a Colômbia e a Bolívia na questão da guerra às drogas. Além disso, somos muito maiores e temos organizações eleitorais e atores políticos mais consolidados”, analisa Fabrício Pontin, professor de Direito e Relações Internacionais na Universidade LaSalle, no Rio Grande do Sul.

Embora pareça mais robusto para resistir às investidas dos Estados Unidos, o Brasil, no entanto, não está imune. “O (secretário de Estado norte-americano) Marco Rubio tem uma pauta antagônica ao governo Lula e vai ter o ouvido do Trump na medida em que sua hipótese (para as eleições brasileiras) for bem-sucedida”, diz Pontin.

Trata-se de um processo eleitoral e democrático de extrema relevância regional, por envolver a maior economia e nação da América Latina. Além disso, o pleito brasileiro tem entre seus principais candidatos um aliado declarado de Trump, o que, no limite, significaria um ponto de apoio estratégico na América do Sul (e vice-versa) – superando, em termos de impacto, os  de Javier Milei na Argentina e José Antonio Kast no Chile.

“Washington está sinalizando que tem disposição para agir, seja nas urnas ou fora delas. Trump nunca escondeu seu objetivo de formar um bloco de aliados na região, de Nayib Bukele em El Salvador a Milei na Argentina. Além deles, Daniel Noboa no Equador, Santiago Peña no Paraguai, Rodrigo Paz Pereira na Bolívia e José Antonio Kast no Chile formam um cinturão de direita e simpático a Washington que já cobre boa parte da América do Sul”, diz Lucas Leite, Prof. Dr. de Relações Internacionais da FAAP e pesquisador do INCT/INEU.

“O (assessor especial da Presidência da República e ex-chanceler) Celso Amorim, ele sempre diz que a paz é uma construção constante, né? E que é como o ar: de repente, se perde. No ano passado, durante as eleições argentinas de meio período, o Trump anunciou um pacote gigantesco (de auxílio) para Milei. E foi isso que deu a vitória (ao partido governista) Libertad Avanza”, diz.

Entenda o contexto político atual:

A eleição do candidato de extrema direita Abelardo de La Espriella na Colômbia, pode colocar o país ao lado de Argentina, Chile, Bolívia Equador, El Salvador e Paraguai como aliado do governo de Donald Trump.

Nas urnas a população precisa ver e entender o que é melhor para a nação brasileira, nesta eleição de 2026. Ouça e veja os debates de candidatos a presidentes. Análise o que contribuíram realmente para a população, na segurança pública, na saúde, no desenvolvimento de seu estado, etc.

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Fonte: Especialistas na área de política Internacional.

 

Keith Carvalho é jornalista (SC), MBA em Marketing e Redes Sociais.

CEO da Carvalho Comunicação, site: www.newscarvalho.com.br .

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