
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas ao governo de Cuba durante seu pronunciamento na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizado nesta terça-feira (22), em Nova York. Diante de líderes e representantes de diversos países, o republicano classificou a ilha caribenha como um Estado falido e declarou que seu governo trabalha para promover uma transformação na situação política cubana.
Durante o discurso, Trump afirmou que o regime comunista de Havana enfrenta um dos momentos de maior pressão de sua história. Segundo o presidente norte-americano, a administração dos Estados Unidos pretende ampliar os esforços para alterar o cenário político da ilha, que permanece sob o comando do Partido Comunista.
O republicano também declarou que o atual sistema de governo cubano poderá chegar ao fim, reiterando sua oposição ao comunismo e defendendo mudanças que, segundo ele, permitirão a chegada da liberdade ao país.
Delegação cubana abandona plenário durante discurso
As declarações provocaram uma reação imediata da representação diplomática de Cuba. Enquanto Trump criticava o governo de Havana, a delegação cubana, liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, levantou-se e deixou o plenário da Assembleia Geral.
A retirada ocorreu durante o trecho do pronunciamento em que o presidente norte-americano afirmou que o governo comunista cubano acabará caindo.
Estados Unidos mantêm negociações com Havana
Apesar da retórica contundente, Trump revelou que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, está envolvido em negociações com o governo cubano.
A declaração indica que Washington mantém canais de diálogo com Havana ao mesmo tempo que intensifica a pressão política sobre o governo da ilha.
O presidente dos Estados Unidos também afirmou que não permitirá que adversários estrangeiros utilizem Cuba como plataforma para ameaçar a segurança norte-americana, vinculando a situação do país caribenho às prioridades estratégicas de sua administração na região.
As manifestações de Trump reforçam a tensão diplomática entre Washington e Havana e colocam novamente o futuro político de Cuba no centro das discussões internacionais.
Embora o presidente norte-americano tenha manifestado confiança em uma mudança no sistema político cubano, não apresentou um prazo para que isso aconteça. A continuidade das negociações conduzidas por Marco Rubio e as possíveis respostas do governo de Havana deverão determinar os próximos capítulos das relações entre os dois países.

