Filho de Gilmar Mendes integra Comitê Disciplinar da FIFA, órgão ligado a decisões sobre sanções

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O advogado Francisco Schertel Mendes, filho do ministro Gilmar Mendes, faz parte do Comitê Disciplinar da FIFA, responsável por aplicar punições previstas no Estatuto e no Código Disciplinar da entidade máxima do futebol. A participação consta na lista oficial dos corpos judiciais da FIFA, que identifica o brasileiro como integrante do colegiado.

O nome do comitê voltou a ser mencionado após a repercussão em torno do caso do atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos, durante a Copa do Mundo de 2026. O jogador havia sido expulso na vitória norte-americana sobre a Bósnia, situação que normalmente resultaria em suspensão automática de uma partida.

Em decisão posterior, a FIFA manteve o cartão vermelho aplicado ao atleta, mas suspendeu a punição de um jogo por um período probatório de um ano. Com isso, Balogun foi liberado para atuar contra a Bélgica nas oitavas de final do torneio.

A medida ganhou repercussão internacional após declarações de Donald Trump, que afirmou ter conversado com Gianni Infantino, presidente da FIFA, para solicitar uma revisão do caso. A UEFA criticou a decisão e afirmou que a entidade máxima do futebol havia “cruzado uma linha vermelha”, enquanto a federação belga questionou a elegibilidade do jogador.

Até o momento, não há detalhamento público sobre a composição específica do painel que analisou o caso Balogun, nem registro de voto individual de Francisco Schertel Mendes. O dado confirmado é que ele integra o Comitê Disciplinar da FIFA, órgão que deliberou pela suspensão da punição automática aplicada ao atacante.

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